Perco o instante da procura do desejo
Preso na voz que me causa mau estar
Danos morais intactos no espelho
Imagens falsas reflectidas no olhar
Palavras mágicas balançadas no teu leito
São incómodas para quem não quer ouvir
É cruel e está cravado no peito
Foge irmão, se não tens para onde ir
Como um cravo de espinhos azuis
Que fere a alma e derrama o sangue no chão
A verdade está a anos luz
Bem guardada na palma da tua mão
Marca a hora num relógio atrasado
De comer o milho dos pardais
Tudo é sonho e o comboio demorado
Gera o mel de corruptos habituais
Faz de conta que nada disto existe
Uma história que se deve esconder
Parte irmão que este mundo tu não viste
Vai com a sorte de uma morte sem sofrer.
Tuesday, October 07, 2008
Friday, October 03, 2008
Será?
"Gosto da ideia de estar sozinho. Gosto da ideia de estar sozinho em muitos aspectos da minha vida. Gosto de me sentir só. Gosto de precisar de coisas"
Robert Plant - Vocalista
Led Zeppelin
Robert Plant - Vocalista
Led Zeppelin
Saturday, September 13, 2008
VERGONHA!
Fiquei chocado, envergonhado, petrificado, e muito, muitooooo preocupado, tal como o autor do post do abaixo referenciado blog que acompanho assiduamente.
A revolta é crescente um pouco sobre tudo, mas quando se trata da Educação torna-se deveras preocupante.
Convido-vos a visitar e a juntar a vossa voz à luta.
Estas e outras questões interessantes em:
http://democraciaemportugal.blogspot.com/
A revolta é crescente um pouco sobre tudo, mas quando se trata da Educação torna-se deveras preocupante.
Convido-vos a visitar e a juntar a vossa voz à luta.
Estas e outras questões interessantes em:
http://democraciaemportugal.blogspot.com/
Thursday, September 04, 2008
Para onde vai a Televisão?
"As jovens gerações afastam-se bastante da televisão (a não ser em casos pontuais como Morangos com Açucar ou esse verdadeiro horror que é Floribella)."
Eduardo Prado Coelho
*Passei a venerar este senhor!
Eduardo Prado Coelho
*Passei a venerar este senhor!
Saturday, August 23, 2008
Negócios da China
Segundo últimas informações o governo chinês decidiu permitir manifestações públicas durante a realização dos Jogos Olímpicos. Mas segundo parece, quando as pessoas vão pedir a autorização às autoridades, são detidas imediatamente.
Estas novas formas de fazer liberdade intrigam-me. Ou será que lhes devemos chamar antes de "ratoeiras"?
Uma boa forma de apanhar aqueles seres irritantes que se manifestam por tudo e por nada contra a perfeição do governo chinês.
Estas novas formas de fazer liberdade intrigam-me. Ou será que lhes devemos chamar antes de "ratoeiras"?
Uma boa forma de apanhar aqueles seres irritantes que se manifestam por tudo e por nada contra a perfeição do governo chinês.
Tuesday, August 19, 2008
Jogos Olímpicos
Queria esperar pelo final dos Jogos Olímpicos para aqui deixar uma pequena reflexão, mas entretanto já vi tudo o que tinha a ver.
Recordemos o último Euro 2008 em que a nossa selecção foi apoiada com pompa e circunstância por "todos nós". Jogadores que fazem parte de grandes clubes, com grandes ordenados e que contaram com aviões particulares, hóteis 5 estrelas, tudo do bom e do melhor como merecem os nossos "Deuses" desportivos, pago sabe-se la por quem...
Esta memória serve de introdução numa comparação de situações com os nossos atletas Olímpicos.
Começando pela Comunicação Social, podemos constactar que o apoio dado aos nossos atletas é feito através de estratégias de Marketing feito por algumas empresas de topo em Portugal, que tanto nos massacram com imagens de chegadas vitoriosas à meta para poderem publicitar a sua imagem.
Depois o apoio das pessoas resume-se a dois pontos: se trás medalha é bom, se não trás não presta.
A verdade é que há muita coisa por trás das provas que vimos na televisão e convém elucidar as pessoas porque é que "nunca ganhamos nada", ou "os estrangeiros são sempre melhores".
Muitos destes atletas chegam aos Jogos Olímpicos como fruto do seu trabalho individual e da sua força de vontade, contando com o apoio de meia dúzia de pessoas e com uma bolsa oferecida pelo estado para a comitiva Olímpica.
Depois tivemos também o desabafo do velejador Gustavo Lima que não conseguiu o bronze por 1 ponto. As suas declarações demonstram bem qual o estado de espírito de alguns atletas que se sentem sozinhos e frustrados, sem forças para lutar contra países bem mais organizados. A parte mais importante da participação nos Jogos Olímpicos, é a sua preparação. Se os atletas se sentirem desapoiados durante esse tempo, dificilmente conseguirão competir ao mesmo nível que os seus colegas estrangeiros.
Vejamos o caso dos Estados Unidos e da China. De certeza que estas duas nações contam com um plano de preparação para os seus atletas olímpicos e os resultados vêem-se nas medalhas conquistadas. Os Estados Unidos como "maior" nação mundial e sempre com um pensamento tão gocêntrico de "auto-heroísmo" tem uma imagem a manter e a China como anfitriã e possuídora de uma ditadura comunista que se preze, tem que demonstrar que tudo é bom e tudo é perfeito.
Ter orgulho no seu país é muito bonito.
É esse orgulho que tenho por todos os atletas nacionais que com certeza deram e darão o seu melhor, uns com mais condições outros com menos, mas todos devem ser vistos como símbolos do desporto do nosso país. Não é só quando aparecem as medalhas, como é o caso da prata de Vanessa Fernandes, que queremos ver o nosso Primeiro Ministro e dirigentes do desporto nacional a discursarem orgulhosos frente às camâras.
Parabéns a todos os nossos atletas! Melhores resultados virão.
Recordemos o último Euro 2008 em que a nossa selecção foi apoiada com pompa e circunstância por "todos nós". Jogadores que fazem parte de grandes clubes, com grandes ordenados e que contaram com aviões particulares, hóteis 5 estrelas, tudo do bom e do melhor como merecem os nossos "Deuses" desportivos, pago sabe-se la por quem...
Esta memória serve de introdução numa comparação de situações com os nossos atletas Olímpicos.
Começando pela Comunicação Social, podemos constactar que o apoio dado aos nossos atletas é feito através de estratégias de Marketing feito por algumas empresas de topo em Portugal, que tanto nos massacram com imagens de chegadas vitoriosas à meta para poderem publicitar a sua imagem.
Depois o apoio das pessoas resume-se a dois pontos: se trás medalha é bom, se não trás não presta.
A verdade é que há muita coisa por trás das provas que vimos na televisão e convém elucidar as pessoas porque é que "nunca ganhamos nada", ou "os estrangeiros são sempre melhores".
Muitos destes atletas chegam aos Jogos Olímpicos como fruto do seu trabalho individual e da sua força de vontade, contando com o apoio de meia dúzia de pessoas e com uma bolsa oferecida pelo estado para a comitiva Olímpica.
Depois tivemos também o desabafo do velejador Gustavo Lima que não conseguiu o bronze por 1 ponto. As suas declarações demonstram bem qual o estado de espírito de alguns atletas que se sentem sozinhos e frustrados, sem forças para lutar contra países bem mais organizados. A parte mais importante da participação nos Jogos Olímpicos, é a sua preparação. Se os atletas se sentirem desapoiados durante esse tempo, dificilmente conseguirão competir ao mesmo nível que os seus colegas estrangeiros.
Vejamos o caso dos Estados Unidos e da China. De certeza que estas duas nações contam com um plano de preparação para os seus atletas olímpicos e os resultados vêem-se nas medalhas conquistadas. Os Estados Unidos como "maior" nação mundial e sempre com um pensamento tão gocêntrico de "auto-heroísmo" tem uma imagem a manter e a China como anfitriã e possuídora de uma ditadura comunista que se preze, tem que demonstrar que tudo é bom e tudo é perfeito.
Ter orgulho no seu país é muito bonito.
É esse orgulho que tenho por todos os atletas nacionais que com certeza deram e darão o seu melhor, uns com mais condições outros com menos, mas todos devem ser vistos como símbolos do desporto do nosso país. Não é só quando aparecem as medalhas, como é o caso da prata de Vanessa Fernandes, que queremos ver o nosso Primeiro Ministro e dirigentes do desporto nacional a discursarem orgulhosos frente às camâras.
Parabéns a todos os nossos atletas! Melhores resultados virão.
Monday, August 18, 2008
Monday, August 04, 2008
No Cabeleireiro
Monday, July 28, 2008
Fátima
"Ahhhh, então é por isso que as estradas estão todas cheias de buracos, construíram um estádio no santuário e ficaram sem fundos."
Saturday, July 19, 2008
Monday, July 14, 2008
Cowboyada
Na ordem do dia está o tiroteio a que todos podemos assistir pela televisão na Quinta da Fonte, concelho de Loures. Com cenas destas, até o pobre Stallone de fita vermelha na cabeça e armado até aos dentes se sentiria envergonhado.
A verdade é que há aqui algumas questões que me estão a fazer alguma confusão.
Primeiro, não consigo compreender muito bem qual a revolta da comunidade cigana, quando afirmam que não querem permanecer no bairro devido à falta de segurança. Em todas as filmagens era bem perceptível que as pessoas que andavam aos tiros eram ciganos. Depois mais curioso ainda, os ciganos ameaçam entregar as chaves das casas oferecidas a eles pagas pelos contribuintes, (sim, porque quando descobrirem um cigano contribuinte informem-me por favor) e ainda reclamam novas casas em outros locais mais seguros. Ora então, é bom que fiquemos à espera que todos os habitantes que não gostem do bairro onde vivem, comecem aos tiros uns com os outros para poderem ter casas novas. Ah, e não ponhamos de parte a hipótese dos portugueses começarem a fazer umas horas extras, para poderem pagar mais umas casinhas aos ciganos.
Muitas criticas surgem também em relação à acção policial. Só gostava que me explicassem de que forma é que a polícia podia travar este tiroteio, sem se envolver ela própria na troca de tiros. E se algum polícia ferisse um cidadão envolvido no conflito? Aí já não estariamos a assistir a noticiários sobre conflitos de rua, mas sim a intervenções violentas por parte da polícia. Seriam processos atrás de processos para os agentes envolvidos, enquanto os únicos detidos safam-se com uma "grande pena" de confirmação de identidade e residência.
Curioso também é que esta batalha campal, segundo consta, envolveu a comunidade cigana e a comunidade africana. Então eu pergunto, onde anda a comunidade africana no meio disto tudo? Será que só os ciganos têm direito de antena para as suas versões dos acontecimentos? E os africanos, não merecem também novas casas e mais segurança?
Só espero que os senhores de fato e gravata se deiam ao respeito respeitando todos os portugueses, que todos os dias contribuem com o seu trabalho, para que o país continue a oferecer regalias a este tipo de pessoas, que envergonham a sociedade actual com tais comportamentos.
A verdade é que há aqui algumas questões que me estão a fazer alguma confusão.
Primeiro, não consigo compreender muito bem qual a revolta da comunidade cigana, quando afirmam que não querem permanecer no bairro devido à falta de segurança. Em todas as filmagens era bem perceptível que as pessoas que andavam aos tiros eram ciganos. Depois mais curioso ainda, os ciganos ameaçam entregar as chaves das casas oferecidas a eles pagas pelos contribuintes, (sim, porque quando descobrirem um cigano contribuinte informem-me por favor) e ainda reclamam novas casas em outros locais mais seguros. Ora então, é bom que fiquemos à espera que todos os habitantes que não gostem do bairro onde vivem, comecem aos tiros uns com os outros para poderem ter casas novas. Ah, e não ponhamos de parte a hipótese dos portugueses começarem a fazer umas horas extras, para poderem pagar mais umas casinhas aos ciganos.
Muitas criticas surgem também em relação à acção policial. Só gostava que me explicassem de que forma é que a polícia podia travar este tiroteio, sem se envolver ela própria na troca de tiros. E se algum polícia ferisse um cidadão envolvido no conflito? Aí já não estariamos a assistir a noticiários sobre conflitos de rua, mas sim a intervenções violentas por parte da polícia. Seriam processos atrás de processos para os agentes envolvidos, enquanto os únicos detidos safam-se com uma "grande pena" de confirmação de identidade e residência.
Curioso também é que esta batalha campal, segundo consta, envolveu a comunidade cigana e a comunidade africana. Então eu pergunto, onde anda a comunidade africana no meio disto tudo? Será que só os ciganos têm direito de antena para as suas versões dos acontecimentos? E os africanos, não merecem também novas casas e mais segurança?
Só espero que os senhores de fato e gravata se deiam ao respeito respeitando todos os portugueses, que todos os dias contribuem com o seu trabalho, para que o país continue a oferecer regalias a este tipo de pessoas, que envergonham a sociedade actual com tais comportamentos.
Thursday, June 19, 2008
Acabou...
Afinal não foi preciso esperar pelo fim do mês...
Apesar de uma pontinha de desilusão fica a boa imagem de Portugal na Europa do futebol.
Venha o próximo*
Apesar de uma pontinha de desilusão fica a boa imagem de Portugal na Europa do futebol.
Venha o próximo*
Os meus "Heróis"

Estou muito feliz!!!
A minha Selecção trás me alegrias todos os dias. Como é bom para mim ter a HONRA de poder ver os meus HERÓIS na televisão a cada 5 segundos que olho para o ecrã.
E tudo isto só se torna possível com a SUPER HIPER MEGA Operação TVI!!!
É por eles que eu sei quais as cores das peúgas do Nuno Gomes, a marca do gel do Quaresma e qual o creme que o Cristiano Ronaldo espalha sobre o seu esbelto corpo depois do banho.
O extâse que a população portuguesa está a viver é impressionante. Desde as 2 da tarde às 10 da noite que o "Mundo" pára para assistir à tal Operação do tal canal, em directo, com informação actualizada.
Podemos ver reportagens dos nossos ídolos dentro dos seus fatinhos, com as suas famílias, nas suas casas onde é necessário um mapa para encontrar o WC, nas suas piscinas, a passear nos seus humildes carrinhos, ou melhor ainda, ver o Nani a jogar Playstation sempre que é entrevistado. Tudo isto acompanhado de excelentes trabalhados de edição e músicas de fundo, que nos fazem ficar derretidos ao ver tais cenas amorosas. Confesso que me é dificil controlar aquela lagriminha que tanto teima em escapar...
Mas tudo isto só é possível devido a uma pessoa. Sua Excelência o Seleccionador Nacional Luís Filipe Scolari.
O senhor que gosta muito de Portugal, do carinho dos adeptos, que tem orgulho dos seus jogadores, que canta o nosso Hino Nacional com paixão e que já se sente Português, até... Que lhe pagaram mais noutro lado. Consta que o mister já estará inscrito na mesma class de Inglês nível I com o nosso idol Ronaldo.
Mas de qualquer das formas estou feliz, não há cá problemas para ninguém porque vai jogar a Selecção. Lá para o fim do mês o entusiasmo acabou e os jogadores vão de férias para as Maldivas, à conta dos prémios de jogo e dos milhentos anúncios que tanto gostamos de ver na televisão. E nós, nós voltamos às nossas vidinhas aguardando ansiosamente que chegue o próximo Mundial, para pintar os automóveis de vermelho e verde e colocar as bandeirinhas nas janelas.
Viva Portugal!
Tenho dito.
Thursday, June 12, 2008
Crises
No café do Sr. Alfredo...
Sr. Alfredo - Epá isto agora anda complicado com a paralização dos camionistas, não há combustível, os bens alimentares essenciais estão a escacear, vem aí uma crise!
Adalberto Madaíl - Crise??? Mas qual crise? Então nós passamos aos quartos de final, com jogadores a ganhar 700 euros por dia, num hotel de 5 estrelas regime completo, a ganhar centenas de euros em prémios de jogo e milhares de euros se trouxerem a taça. Como é que podes dizer um disparate desses?
Já para não falar que gasolina não faltou para correr avenidas com buzinadelas de festejo. Até o nosso Ronaldinho já marca golos pelas crianças "desfravorcidas".
Viva Portugal!
Sr. Alfredo - Epá isto agora anda complicado com a paralização dos camionistas, não há combustível, os bens alimentares essenciais estão a escacear, vem aí uma crise!
Adalberto Madaíl - Crise??? Mas qual crise? Então nós passamos aos quartos de final, com jogadores a ganhar 700 euros por dia, num hotel de 5 estrelas regime completo, a ganhar centenas de euros em prémios de jogo e milhares de euros se trouxerem a taça. Como é que podes dizer um disparate desses?
Já para não falar que gasolina não faltou para correr avenidas com buzinadelas de festejo. Até o nosso Ronaldinho já marca golos pelas crianças "desfravorcidas".
Viva Portugal!
Tuesday, May 27, 2008
Lembrança
As lembranças adormecem rasgadas no peito
Curam a alma da tristeza, afogam-se no coração
As lembranças parecem formas sem jeito
São água, mel, sol e vulcão.
Tem sentido apurado de acarinhar as coisas
Com um toque suave cor de rosmaninho
Lembrança é fragilidade de loiças
Que quebram com o tempo e nos deixam sozinhos.
O gosto amargo de não lembrar a lembrança
É sal no sangue, é suor frio
Mas quando esqueço a lembrança que cansa
É doce que acolhe e me tira do vazio.
Recordarei estas palavras cansadas
Como quem guarda o sonho num cofre só seu
Porque ao lembrar a lembrança pensada
Esqueço tantas outras que me roubam o que é meu.
Curam a alma da tristeza, afogam-se no coração
As lembranças parecem formas sem jeito
São água, mel, sol e vulcão.
Tem sentido apurado de acarinhar as coisas
Com um toque suave cor de rosmaninho
Lembrança é fragilidade de loiças
Que quebram com o tempo e nos deixam sozinhos.
O gosto amargo de não lembrar a lembrança
É sal no sangue, é suor frio
Mas quando esqueço a lembrança que cansa
É doce que acolhe e me tira do vazio.
Recordarei estas palavras cansadas
Como quem guarda o sonho num cofre só seu
Porque ao lembrar a lembrança pensada
Esqueço tantas outras que me roubam o que é meu.
Thursday, May 22, 2008
É como diz a música...
"Ainda agora aqui cheguei
E mil mulheres eu já amei
Mas o destino não é ficar
E parto em busca de outro lugar!"
E mil mulheres eu já amei
Mas o destino não é ficar
E parto em busca de outro lugar!"
Monday, May 12, 2008
Adeus "Maestro"
Tuesday, April 22, 2008
Tuesday, April 08, 2008
Gira o disco e toca o mesmo
Estranha sensação esta de inutilidade permanente. Um vazio de ideias, de projectos, de ambições. Aliás, a monotonia tornou-se tão monótona que ficou cravada no meu cérebro. Se nascesse agora diria a palavra "monotonia" antes da palavra "mãe".
Este próprio texto já se está a tornar monótono, tantas vezes é proferida a palavra monotonia.
Monotonias à parte (uff), como se torna complicado ser útil a nível escolar, estou a tentar sê-lo a nível de estudante preocupado com a instituição na qual estou inscrito como aluno.
Ora bem, decidi então tomar a iniciativa de tentar mobilizar os colegas para um alerta sobre as condições de organização da minha escola e reinvidicação de um ensino de qualidade. Só preciso de uma assinatura. No entanto, esperava dúvidas, sugestões, indignações, opiniões diferentes, incentivos, etc... mas, apenas obtive assinaturas (salvo raríssimas excepções).
Dito isto, começo a acreditar que esta "inutilidade" agrada à maioria dos meus colegas, que se contentam em aceitar a situação. Afinal, nem é assim tão mau ir almoçar e apanhar banhos de sol na escola...
Entretanto, vou lendo um livro ("O Sétimo Selo" de José Rodrigues dos Santos), vou pesquisando sobre o conflito do Tibete e reflectindo sobre estas questões.
Estive presente na última reunião do Conselho Geral do IPS onde entre vários pontos foi discutido o plano de actividades do IPS para 2008, chegado este momento, resolvi intervir fazendo algumas criticas no que diz respeito ao CIMOB e ao apoio a estudantes ERASMUS, (não vale fazer só publicidade quando depois não se tem capacidade para lidar com os problemas) bem como a esta fase de transição relativa ao processo de Bolonha (que não nos deixa de prejudicar, muito, muito, muito...)
Apesar de ter consciência de que não me consegui explicar da melhor forma - não é fácil falar sobre algo quando estamos rodeados de professores e presidentes de discurso perfeito e de postura "ameaçadora" - consegui captar a atenção de uns maus olhados bem perceptíveis. Confesso que criticar algo prestes a ser aprovado não foi fácil, um calor interior apoderou-se de mim e as palavras saíam trémules, mas também, só lancei mais uma vez o alerta para questões que muitas vezes não são discutidas. Normalmente são as que mais afectam os alunos...
No final, o Presidente do Conselho Executivo, entre outros assuntos, confessou estar satisfeito que um representante dos alunos da ESE estivesse nesta reunião, coisa que já não vía há muito tempo (nota para o facto de que não pude estar presente por motivo de participação no programam ERASMUS). Sejam estas palavras verdadeiras ou não, levaram-me a reflectir de novo, bem como, o que li num outro blog (Estefanilho) em que os posts de esclarecimento e alerta para os problemas do ensino são comtemplados com meia dúzia de comentários e os relacionados com festas têm 20, 30, 40...???
Isto leva-me a pensar que afinal apenas temos o que merecemos, porque se não pedimos mais é porque não queremos e não basta pedir, é preciso AGIR!
Não sei se vale a pena um grupo de pessoas querer algo, quando todos os outros se contentam com a ignorancia e ausência de espírito crítico.
Espero que estas palavras ao menos sirvam para reflectir... Afinal estamos todos no mesmo barco.
Este próprio texto já se está a tornar monótono, tantas vezes é proferida a palavra monotonia.
Monotonias à parte (uff), como se torna complicado ser útil a nível escolar, estou a tentar sê-lo a nível de estudante preocupado com a instituição na qual estou inscrito como aluno.
Ora bem, decidi então tomar a iniciativa de tentar mobilizar os colegas para um alerta sobre as condições de organização da minha escola e reinvidicação de um ensino de qualidade. Só preciso de uma assinatura. No entanto, esperava dúvidas, sugestões, indignações, opiniões diferentes, incentivos, etc... mas, apenas obtive assinaturas (salvo raríssimas excepções).
Dito isto, começo a acreditar que esta "inutilidade" agrada à maioria dos meus colegas, que se contentam em aceitar a situação. Afinal, nem é assim tão mau ir almoçar e apanhar banhos de sol na escola...
Entretanto, vou lendo um livro ("O Sétimo Selo" de José Rodrigues dos Santos), vou pesquisando sobre o conflito do Tibete e reflectindo sobre estas questões.
Estive presente na última reunião do Conselho Geral do IPS onde entre vários pontos foi discutido o plano de actividades do IPS para 2008, chegado este momento, resolvi intervir fazendo algumas criticas no que diz respeito ao CIMOB e ao apoio a estudantes ERASMUS, (não vale fazer só publicidade quando depois não se tem capacidade para lidar com os problemas) bem como a esta fase de transição relativa ao processo de Bolonha (que não nos deixa de prejudicar, muito, muito, muito...)
Apesar de ter consciência de que não me consegui explicar da melhor forma - não é fácil falar sobre algo quando estamos rodeados de professores e presidentes de discurso perfeito e de postura "ameaçadora" - consegui captar a atenção de uns maus olhados bem perceptíveis. Confesso que criticar algo prestes a ser aprovado não foi fácil, um calor interior apoderou-se de mim e as palavras saíam trémules, mas também, só lancei mais uma vez o alerta para questões que muitas vezes não são discutidas. Normalmente são as que mais afectam os alunos...
No final, o Presidente do Conselho Executivo, entre outros assuntos, confessou estar satisfeito que um representante dos alunos da ESE estivesse nesta reunião, coisa que já não vía há muito tempo (nota para o facto de que não pude estar presente por motivo de participação no programam ERASMUS). Sejam estas palavras verdadeiras ou não, levaram-me a reflectir de novo, bem como, o que li num outro blog (Estefanilho) em que os posts de esclarecimento e alerta para os problemas do ensino são comtemplados com meia dúzia de comentários e os relacionados com festas têm 20, 30, 40...???
Isto leva-me a pensar que afinal apenas temos o que merecemos, porque se não pedimos mais é porque não queremos e não basta pedir, é preciso AGIR!
Não sei se vale a pena um grupo de pessoas querer algo, quando todos os outros se contentam com a ignorancia e ausência de espírito crítico.
Espero que estas palavras ao menos sirvam para reflectir... Afinal estamos todos no mesmo barco.
Tuesday, April 01, 2008
Cancro do Ensino
A minha escola deixa-me doente...
A monotonia, o tédio, a "seca" das aulas, as conversas interminávies para chegar a uma simples conclusão, a falta de objectividade, os docentes que pouco sabem e os que sabem de mais.
Não há motivação que sobreviva a estes (entre outros) factores.
A partir do momento em que ter determinadas aulas se assemelhe a uma grande perda de tempo, é caso para dizer...
Já não há pachorra!
A monotonia, o tédio, a "seca" das aulas, as conversas interminávies para chegar a uma simples conclusão, a falta de objectividade, os docentes que pouco sabem e os que sabem de mais.
Não há motivação que sobreviva a estes (entre outros) factores.
A partir do momento em que ter determinadas aulas se assemelhe a uma grande perda de tempo, é caso para dizer...
Já não há pachorra!
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