Recentemente desloquei-me a Lisboa utilizando os transportes públicos. Como tal, adquiri um cartão Viva Viagem para poder validar a passagem.
Já há algum tempo que me questiono, porque sou obrigado a comprar um cartão que acrescenta 0.50e ao preço das viagens. Se o objectivo é facilitar a vida dos utilizadores, por vezes isso simplesmente não acontece.
Ora na minha deslocação a Lisboa adquiri um bilhete de ida e volta no comboio Fertagus. Posteriormente, necessitei de viajar no Metro, logo, tive que adquirir outro cartão, porque estes cartões não acumulam viagens relativas a meios de transporte diferentes, se uma se encontrar pendente. No final já gastei 1 euro a mais do custo das viagens.
O que muita gente não sabe é que estes cartões podem ser devolvidos e o dinheiro restituído. Essa informação existe, mas convenientemente não se encontra acessível ao conhecimento geral. Em primeiro lugar deveria encontrar-se explanada no próprio cartão, onde apenas se lê “Consulte as condições gerais de utilização do cartão e dos títulos de transportes, disponíveis nos Operadores aderentes.”
Estes Operadores reservam para si a devolução dos cartões, ou seja, só podem devolver um cartão à mesma empresa onde o compraram. Por exemplo, se adquiriram um cartão no Metro, só o podem devolver no Metro. Para além disso, existe um prazo de 5 dias par ao efeito, conforme consta em informação mais detalhada, como exemplo, no site da Metro Lisboa em http://www.metrolisboa.pt/informacao/viajar-no-metro/viva-viagem7-colinas/
“Para os clientes que não pretendam reutilizar o cartão, o valor do mesmo é reembolsável nos seguintes termos:
– o cartão tem de se encontrar em bom estado de conservação, ter sido adquirido no Metro com uma antecedência máxima de 5 dias, carregado com bilhetes viagem metro e contra a apresentação do respectivo comprovativo de compra.
Saiba aqui onde fazer a retoma do seu cartão.”
Para o utilizador casual, turistas, etc, este sistema origina um acréscimo no preço da viagem e não se revela prático no processo de retoma. Ou seja, as pessoas pagam, não questionam e a empresa agradece o “donativo”.
Apenas se pretende alertar para a quantidade de cartões que nos são impingidos encarecendo consideravelmente o preço das viagens. A grande maioria das pessoas desconhece totalmente esta informação e vai acumulando cartões na carteira ou simplesmente deitam-nos fora. Imaginem quanto não lucram estas empresas com esta forma de aquisição de bilhetes. Olhem para o exemplo de cada um de vós e reflictam: quanto já gastei eu a mais à conta deste sistema de aquisição de cartões?
Um Mundo a Atingir
Monday, May 14, 2012
Friday, January 06, 2012
Auto de Denúncia do estado do País
O presente texto pretende elucidar os leitores sobre as linhas que traçam o estado da governação em Portugal. Fica exemplificado de que forma a corrupção e interesses vários têm deixado a nossa Nação na lama. Se isto não conduz à revolta, o que conduzirá?
- Em Portugal a política tornou-se numa mega central de negócios. Em 10 anos descemos 10 lugares na lista de Países menos corruptos.
- A principal finalidade dos partidos políticos é tomar conta do governo para tomar conta do orçamento.
- Muitos sujeitos chegaram a Lisboa à 15 ou 20 anos com uma mala e fato no corpo e de repente, vemo-los a viverem de uma forma completamente desconforme com aquilo que eles foram e por azar ou por sorte, passaram pela política.
Exemplificando:
- As pessoas que mandam na defesa do País desde os últimos anos provêm todos do mesmo escritório de advogados.
- Na Comissão Parlamentar que acompanha as negociações com a Troika, as pessoas com mais relevância estão ligadas à banca e às privatizações.
- Em Espanha encontram-se presos 320 autarcas. Em Portugal 0. Quando aparece alguém com mais independência é pressionado e despachado.
Caso BPN:
- Tudo o que mexe com o BPN em Portugal está contaminado. Foi feito na sua origem por políticos numa época de perdões fiscais nos primeiros governos de Cavaco Silva.
- A SLN (Sociedade Lusa de Negócios) criada na mesma altura, é constituída por privados, que quando ficam “no osso”, passa para o Estado que fica com os prejuízos e volta a entregar limpinho aos privados.
- A história do BPN é das histórias mais tristes da Democracia Portuguesa.
- Grande parte da corrupção em Portugal tem a ver com terrenos. Os Planos Directores Municipais (PDM) muitas vezes são alterados a pedido.
Vejamos:
- Alguém com influência política compra um terreno a um pobre agricultor com classificação de solo agrícola. Com a conivência do Governo, ou da Câmara, consegue alterar a classificação do solo para urbanizável. Um terreno que valia 10 mil euros passa a valer de repente 100 mil.
- Esta é uma prática generalizada ao nível do país. A excepção é o contrário.
- As alterações aos PDM´s raramente são efectuadas em função do interesse colectivo. São arbitragens das entidades administrativas que vão gerindo as suas influências, em que quem ganha são as pessoas que compram os terrenos e financiam os partidos.
- Só há dois negócios que geram margens de lucro desta dimensão em Portugal: o Urbanismo de Ordenamento do Território e o tráfico de droga.
- Os terrenos quando são avaliados desta forma geram ganhos através de empreendimentos imobiliários, ou mesmo que não se façam, vão à banca buscar financiamento sobre 1000 para um terreno que efectivamente valia 100.
- As imparidades na banca em Portugal têm a ver com negócios deste género. Os bancos fizeram empréstimos a pessoas com valorizações de terrenos indevidos. Os próprios bancos são cúmplices desta situação. (Veja-se o caso do BPN).
A contribuição da legislação:
- A maioria da legislação que tem incidência económica de grande relevância é muito confusa deliberadamente. É propositadamente feita de forma a que ninguém a perceba, de preferência, e contém muitas excepções.
- As leis são feitas nos escritórios de advogados mais poderosos do país. Isto permite que ganhem milhares de euros pela elaboração das leis e depois, como as leis são pouco claras, passam a vida a dar pareceres sobre as leis que eles próprios fizeram e voltam a ganhar milhares de euros. Posteriormente, são estes mesmos escritórios de advogados que vendem a privados os alçapões que eles próprios introduziram na lei.
- Estas leis pouco claras, permitem que quem chegue à política tenha a possibilidade de autorizar valorizações de terrenos e decidir quem e quanto podem ganhar.
Desvios orçamentais:
- Na Administração Pública não pode haver desvios na despesa, na medida em que um orçamento funciona como autorização de despesa. No entanto, no nosso país assistimos ao fenómeno de desvio na despesa.
- Isto acontece porque encomendam-se obras públicas sem a respectiva cabimentação orçamental. Nos termos da responsabilidade dos políticos, o político deve de imediato perder o mandato e ter responsabilidades criminais.
- Tanto na classe política como no Tribunal de Contas onde existe um responsável do próprio Ministério Público e que teriam que actuar imediatamente, não se verificou qualquer esclarecimento ou incriminação de quem, através de documento, contratou obras não cabimentadas.
- As obras chegam a custar 7 vezes o orçamentado, 3 vezes é vulgaríssimo.
Financiamento partidário:
- O financiamento partidário é um negócio que agrada a toda a gente. Os partidos passam a ter dinheiro para as suas actividades, através de angariadores que têm uma comissão de angariação de financiamento partidário na ordem dos 40%.
- Estes senhores são conhecidos nos partidos como “Homens da Mala”. Deslocam-se junto dos privados buscar dinheiro para os partidos e ficam com a sua parte do bolo.
- Mas os verdadeiros beneficiados são os que financiam os partidos. Dão 100 mil euros a um partido, e depois só num negócio de um terreno que valia 100 mil, valorizam para 1 milhão. O ganho líquido só neste negócio é de 800 mil euros.
Assim surgem as parcerias Público Privadas:
- O princípio máximo das PPP´s é garantir os lucros para os privados e se houver prejuízo o Estado paga.
- Por exemplo em 2010 (já em plena crise) relativamente às SCUT´s, foi alterada a legislação, o que garantiu que os concessionários seriam pagos não em função do tráfego, mas em função da “Taxa de Disponibilidade Diária”, ou seja, basta que a auto-estrada esteja lá para garantir aos concessionários rentabilidades na ordem dos 15% ano, mesmo que não passe lá carro nenhum. Este custo é somado ao investimento do Estado que por sua vez já é caro.
- São estas empresas que financiam os partidos e têm nos seus concelhos de administração pessoas que estão simultaneamente nas direcções dos partidos.
Continuando:
- No momento em que se negociaram estas PPP´s, na legislatura anterior, na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, constituída por cerca de 12 pessoas, 6 eram administradores de empresas públicas e simultaneamente deputados.
- Prevê-se que durante 10/15 anos estas PPP´s vão custar ao país cerca de 1500 milhões de euros/ano.
- A renegociação das PPP´s é uma das exigências do Memorando de Entendimento com a Troika e até agora ainda não se fizeram nem se tem conhecimento de qualquer explicação.
Reflectindo:
- A desgraça a que o país foi conduzido tem muito a ver com estas negociatas e falcatruas.
- Nós não vamos empregar os desempregados que temos. Nada se está a fazer na economia ocidental para que isso aconteça.
- Vamos assistir à sobrevivência de uma classe que vive à custa alheia, através de traficâncias deste género, a par de uma sociedade com um futuro completamente enegrecido.
- A corrupção está na origem de uma parte da crise e está também na base que levou à queda do regime anterior.
(Assim se percebe a necessidade de cortes nos salários e pensões)
Adaptado de “Olhos nos Olhos – Dr. Paulo Morais e Dr. Medina Carreira.
- Em Portugal a política tornou-se numa mega central de negócios. Em 10 anos descemos 10 lugares na lista de Países menos corruptos.
- A principal finalidade dos partidos políticos é tomar conta do governo para tomar conta do orçamento.
- Muitos sujeitos chegaram a Lisboa à 15 ou 20 anos com uma mala e fato no corpo e de repente, vemo-los a viverem de uma forma completamente desconforme com aquilo que eles foram e por azar ou por sorte, passaram pela política.
Exemplificando:
- As pessoas que mandam na defesa do País desde os últimos anos provêm todos do mesmo escritório de advogados.
- Na Comissão Parlamentar que acompanha as negociações com a Troika, as pessoas com mais relevância estão ligadas à banca e às privatizações.
- Em Espanha encontram-se presos 320 autarcas. Em Portugal 0. Quando aparece alguém com mais independência é pressionado e despachado.
Caso BPN:
- Tudo o que mexe com o BPN em Portugal está contaminado. Foi feito na sua origem por políticos numa época de perdões fiscais nos primeiros governos de Cavaco Silva.
- A SLN (Sociedade Lusa de Negócios) criada na mesma altura, é constituída por privados, que quando ficam “no osso”, passa para o Estado que fica com os prejuízos e volta a entregar limpinho aos privados.
- A história do BPN é das histórias mais tristes da Democracia Portuguesa.
- Grande parte da corrupção em Portugal tem a ver com terrenos. Os Planos Directores Municipais (PDM) muitas vezes são alterados a pedido.
Vejamos:
- Alguém com influência política compra um terreno a um pobre agricultor com classificação de solo agrícola. Com a conivência do Governo, ou da Câmara, consegue alterar a classificação do solo para urbanizável. Um terreno que valia 10 mil euros passa a valer de repente 100 mil.
- Esta é uma prática generalizada ao nível do país. A excepção é o contrário.
- As alterações aos PDM´s raramente são efectuadas em função do interesse colectivo. São arbitragens das entidades administrativas que vão gerindo as suas influências, em que quem ganha são as pessoas que compram os terrenos e financiam os partidos.
- Só há dois negócios que geram margens de lucro desta dimensão em Portugal: o Urbanismo de Ordenamento do Território e o tráfico de droga.
- Os terrenos quando são avaliados desta forma geram ganhos através de empreendimentos imobiliários, ou mesmo que não se façam, vão à banca buscar financiamento sobre 1000 para um terreno que efectivamente valia 100.
- As imparidades na banca em Portugal têm a ver com negócios deste género. Os bancos fizeram empréstimos a pessoas com valorizações de terrenos indevidos. Os próprios bancos são cúmplices desta situação. (Veja-se o caso do BPN).
A contribuição da legislação:
- A maioria da legislação que tem incidência económica de grande relevância é muito confusa deliberadamente. É propositadamente feita de forma a que ninguém a perceba, de preferência, e contém muitas excepções.
- As leis são feitas nos escritórios de advogados mais poderosos do país. Isto permite que ganhem milhares de euros pela elaboração das leis e depois, como as leis são pouco claras, passam a vida a dar pareceres sobre as leis que eles próprios fizeram e voltam a ganhar milhares de euros. Posteriormente, são estes mesmos escritórios de advogados que vendem a privados os alçapões que eles próprios introduziram na lei.
- Estas leis pouco claras, permitem que quem chegue à política tenha a possibilidade de autorizar valorizações de terrenos e decidir quem e quanto podem ganhar.
Desvios orçamentais:
- Na Administração Pública não pode haver desvios na despesa, na medida em que um orçamento funciona como autorização de despesa. No entanto, no nosso país assistimos ao fenómeno de desvio na despesa.
- Isto acontece porque encomendam-se obras públicas sem a respectiva cabimentação orçamental. Nos termos da responsabilidade dos políticos, o político deve de imediato perder o mandato e ter responsabilidades criminais.
- Tanto na classe política como no Tribunal de Contas onde existe um responsável do próprio Ministério Público e que teriam que actuar imediatamente, não se verificou qualquer esclarecimento ou incriminação de quem, através de documento, contratou obras não cabimentadas.
- As obras chegam a custar 7 vezes o orçamentado, 3 vezes é vulgaríssimo.
Financiamento partidário:
- O financiamento partidário é um negócio que agrada a toda a gente. Os partidos passam a ter dinheiro para as suas actividades, através de angariadores que têm uma comissão de angariação de financiamento partidário na ordem dos 40%.
- Estes senhores são conhecidos nos partidos como “Homens da Mala”. Deslocam-se junto dos privados buscar dinheiro para os partidos e ficam com a sua parte do bolo.
- Mas os verdadeiros beneficiados são os que financiam os partidos. Dão 100 mil euros a um partido, e depois só num negócio de um terreno que valia 100 mil, valorizam para 1 milhão. O ganho líquido só neste negócio é de 800 mil euros.
Assim surgem as parcerias Público Privadas:
- O princípio máximo das PPP´s é garantir os lucros para os privados e se houver prejuízo o Estado paga.
- Por exemplo em 2010 (já em plena crise) relativamente às SCUT´s, foi alterada a legislação, o que garantiu que os concessionários seriam pagos não em função do tráfego, mas em função da “Taxa de Disponibilidade Diária”, ou seja, basta que a auto-estrada esteja lá para garantir aos concessionários rentabilidades na ordem dos 15% ano, mesmo que não passe lá carro nenhum. Este custo é somado ao investimento do Estado que por sua vez já é caro.
- São estas empresas que financiam os partidos e têm nos seus concelhos de administração pessoas que estão simultaneamente nas direcções dos partidos.
Continuando:
- No momento em que se negociaram estas PPP´s, na legislatura anterior, na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, constituída por cerca de 12 pessoas, 6 eram administradores de empresas públicas e simultaneamente deputados.
- Prevê-se que durante 10/15 anos estas PPP´s vão custar ao país cerca de 1500 milhões de euros/ano.
- A renegociação das PPP´s é uma das exigências do Memorando de Entendimento com a Troika e até agora ainda não se fizeram nem se tem conhecimento de qualquer explicação.
Reflectindo:
- A desgraça a que o país foi conduzido tem muito a ver com estas negociatas e falcatruas.
- Nós não vamos empregar os desempregados que temos. Nada se está a fazer na economia ocidental para que isso aconteça.
- Vamos assistir à sobrevivência de uma classe que vive à custa alheia, através de traficâncias deste género, a par de uma sociedade com um futuro completamente enegrecido.
- A corrupção está na origem de uma parte da crise e está também na base que levou à queda do regime anterior.
(Assim se percebe a necessidade de cortes nos salários e pensões)
Adaptado de “Olhos nos Olhos – Dr. Paulo Morais e Dr. Medina Carreira.
Friday, June 10, 2011
Passeio por Sintra
Hoje resolvi dar um passeio por Sintra, e como sempre faço quando vou a qualquer lado que não conheço, faço umas pesquisas para saber o que visitar, onde comer, etc.
Procurando através da Internet, cheguei à conclusão de que iria almoçar a um local chamado de “Adega do Saloio”. Segundo várias opiniões, um local onde se come boa comida tradicional a baixo custo e onde se preza a qualidade “sem pretensões ao estrelato”.
De decoração rústica, o restaurante em si é bastante simpático e acolhedor. Já o mesmo não se pode dizer do empregado, que de 0 a 10 em simpatia, no máximo, atribuo um -1.
Quanto ao atendimento, foi notória a preferência por clientela mais velha e “da casa” a quem era prestado um serviço bem mais atencioso do que o que me foi prestado.
Na altura de escolher o prato, decidi-me por secretos de porco preto grelhados e a minha companhia decidiu-se por espetadas à Bruxelas. Os secretos vêm acompanhados com ervilhas cozidas, o que me deixou surpreendido, e batata frita. A espetada fez-se acompanhar de arroz e batata frita.
Chegada a hora de degustação, os secretos estavam tão salgados que passei o dia a beber água e ainda parece que tenho sal na boca.
No final um pudim de claras saboroso salvou a refeição.
O melhor ficou guardado para o fim. A conta marcava 33,10 euros e parece que em vez de meias doses, comemos doses completas que normalmente até costuma dar para dois. Fiquei a pensar se meia dose de espetada significa servirem metade de uma espetada, mas depois de tirar de esforço educadamente com o empregado, ele com a simpatia que o caracteriza, prontamente me elucidou que afinal tínhamos comido uma dose cada.
Em suma, 33,10 euros por uma refeição a 2 perfeitamente banal, que me deixou descontente e com um gosto amargo de boca e não só.
Fica o desejo de que, numa próxima pesquisa “google”, alguém tenha acesso a este texto e consequentemente a uma outra opinião.
Para quem nunca visitou, aconselho vivamente uma visita à “Quinta da Regaleira”. Um local de paisagens, arquitectura e mistérios, onde se passa uma tarde muito agradável. Pode-se passear, percorrer grutas, visitar palácios, capelas, jardins, entre várias construções antigas.
P.S – Não esquecer uma lanterna para explorar as grutas. Evitam usar a luz do flash milhares de vezes para conseguir ver o caminho no interior, como eu tive que fazer…
Procurando através da Internet, cheguei à conclusão de que iria almoçar a um local chamado de “Adega do Saloio”. Segundo várias opiniões, um local onde se come boa comida tradicional a baixo custo e onde se preza a qualidade “sem pretensões ao estrelato”.
De decoração rústica, o restaurante em si é bastante simpático e acolhedor. Já o mesmo não se pode dizer do empregado, que de 0 a 10 em simpatia, no máximo, atribuo um -1.
Quanto ao atendimento, foi notória a preferência por clientela mais velha e “da casa” a quem era prestado um serviço bem mais atencioso do que o que me foi prestado.
Na altura de escolher o prato, decidi-me por secretos de porco preto grelhados e a minha companhia decidiu-se por espetadas à Bruxelas. Os secretos vêm acompanhados com ervilhas cozidas, o que me deixou surpreendido, e batata frita. A espetada fez-se acompanhar de arroz e batata frita.
Chegada a hora de degustação, os secretos estavam tão salgados que passei o dia a beber água e ainda parece que tenho sal na boca.
No final um pudim de claras saboroso salvou a refeição.
O melhor ficou guardado para o fim. A conta marcava 33,10 euros e parece que em vez de meias doses, comemos doses completas que normalmente até costuma dar para dois. Fiquei a pensar se meia dose de espetada significa servirem metade de uma espetada, mas depois de tirar de esforço educadamente com o empregado, ele com a simpatia que o caracteriza, prontamente me elucidou que afinal tínhamos comido uma dose cada.
Em suma, 33,10 euros por uma refeição a 2 perfeitamente banal, que me deixou descontente e com um gosto amargo de boca e não só.
Fica o desejo de que, numa próxima pesquisa “google”, alguém tenha acesso a este texto e consequentemente a uma outra opinião.
Para quem nunca visitou, aconselho vivamente uma visita à “Quinta da Regaleira”. Um local de paisagens, arquitectura e mistérios, onde se passa uma tarde muito agradável. Pode-se passear, percorrer grutas, visitar palácios, capelas, jardins, entre várias construções antigas.
P.S – Não esquecer uma lanterna para explorar as grutas. Evitam usar a luz do flash milhares de vezes para conseguir ver o caminho no interior, como eu tive que fazer…
Monday, March 14, 2011
Crónica de Uma Geração
Não se fala de outra coisa. Finalmente o povo decidiu sair à rua em massa e demonstrar o seu descontentamento e indignação.
Já muito se disse e escreveu sobre a recentemente manifestação de jovens (e não só) "à rasca", e não há muito mais a acrescentar, a não ser o desejo de que este movimento consiga sensibilizar de alguma forma a classe política completamente alienada dos seus propósitos.
Pessoalmente, penso que a maioria dos Portugueses não se importaria de fazer sacrifícios pelo seu País. Uma excepcional aceitação de cortes de salários, aumentos de impostos e do custo de vida, pois acredito que somos um povo com orgulho na sua Pátria e que tudo faria em nome de uma sociedade mais igual e mais justa.
No entanto, aqueles que nos pedem sacrifícios, são os primeiros a desrespeitarem os pressupostos vitais para a prosperação de uma sociedade justa.
Não podemos aceitar que o despesismo do Estado continue sem regulação, que Gestores Públicos continuem com salários milionários independentemente dos seus resultados, que obras públicas tenham custos 3 ou 4 vezes superiores ao orçamento inicial, que se fale constantemente em crise e que as grandes empresas nacionais tenham facturado dezenas de milhões de euros de lucro, que se concedam subsídios a quem não quer trabalhar e se acomoda nesta "mama" enquanto se corta nos salários de quem desconta, que se encerrem centros de saúde nas zonas interiores, negando-se desta forma o acesso de cuidados básicos a idosos por motivos financeiros. Onde está o Humanismo destes senhores? Onde está o respeito pelos valores elementares?
Continuamos a assistir a uma governação de juros, défices e dívidas, onde se tapam buracos com remendos. Esquecem-se que somos Humanos e tratam-nos como máquinas registadoras.
Com esta situação, muitas entidades empregadoras aproveitam-se do mal dos outros para conseguirem trabalhadores “desesperadamente motivados” que tudo fazem na esperança de encontrarem o seu lugar no mercado de trabalho, enquanto ziguezagueiam por estágios, subsídios de alimentação ou de transporte como remuneração, aquisição de currículo, horas extras, ou que o fazem apenas para não estarem parados. Onde estão as perspectivas de futuro para esta gente? Onde está a ética destas empresas que exploram para benefício próprio?
Por outro lado, esta também é em parte a Geração que designo de "Os pais pagam, os filhos gastam". Felizmente é uma minoria, mas a verdade é que se vêem por aí muitos jovens acomodados à vida de "estudante", perdidos entre festas e modas, à espera do trabalho ideal. É importante ter formação, mas considero igualmente importante saber-se o que é cumprir horários, ter objectivos, trabalhar para poder comprar. Às vezes é preciso fazer primeiro o que não gostamos, enquanto espreitamos uma oportunidade na nossa área de estudos. Não é vergonha para ninguém.
Termino dizendo que estive presente nesta manifestação, embora esteja empregado num sector completamente alheio à minha área de formação académica. Estive nesta e estarei se possível nas próximas, porque mais que o descontentamento de uma Geração, assistimos à indignação de todo um Povo. Somos pacíficos, acomodados, demasiadamente permissivos. Demonstramos as nossas opiniões em conversas de família ou amigos, em casa ou nos cafés. Enquanto dura este impasse, os Portugueses vão acumulando frustrações até atingirem o ponto de saturação. Não há nada mais forte do que um povo indignado a sair à rua, movido por uma causa comum.
Já muito se disse e escreveu sobre a recentemente manifestação de jovens (e não só) "à rasca", e não há muito mais a acrescentar, a não ser o desejo de que este movimento consiga sensibilizar de alguma forma a classe política completamente alienada dos seus propósitos.
Pessoalmente, penso que a maioria dos Portugueses não se importaria de fazer sacrifícios pelo seu País. Uma excepcional aceitação de cortes de salários, aumentos de impostos e do custo de vida, pois acredito que somos um povo com orgulho na sua Pátria e que tudo faria em nome de uma sociedade mais igual e mais justa.
No entanto, aqueles que nos pedem sacrifícios, são os primeiros a desrespeitarem os pressupostos vitais para a prosperação de uma sociedade justa.
Não podemos aceitar que o despesismo do Estado continue sem regulação, que Gestores Públicos continuem com salários milionários independentemente dos seus resultados, que obras públicas tenham custos 3 ou 4 vezes superiores ao orçamento inicial, que se fale constantemente em crise e que as grandes empresas nacionais tenham facturado dezenas de milhões de euros de lucro, que se concedam subsídios a quem não quer trabalhar e se acomoda nesta "mama" enquanto se corta nos salários de quem desconta, que se encerrem centros de saúde nas zonas interiores, negando-se desta forma o acesso de cuidados básicos a idosos por motivos financeiros. Onde está o Humanismo destes senhores? Onde está o respeito pelos valores elementares?
Continuamos a assistir a uma governação de juros, défices e dívidas, onde se tapam buracos com remendos. Esquecem-se que somos Humanos e tratam-nos como máquinas registadoras.
Com esta situação, muitas entidades empregadoras aproveitam-se do mal dos outros para conseguirem trabalhadores “desesperadamente motivados” que tudo fazem na esperança de encontrarem o seu lugar no mercado de trabalho, enquanto ziguezagueiam por estágios, subsídios de alimentação ou de transporte como remuneração, aquisição de currículo, horas extras, ou que o fazem apenas para não estarem parados. Onde estão as perspectivas de futuro para esta gente? Onde está a ética destas empresas que exploram para benefício próprio?
Por outro lado, esta também é em parte a Geração que designo de "Os pais pagam, os filhos gastam". Felizmente é uma minoria, mas a verdade é que se vêem por aí muitos jovens acomodados à vida de "estudante", perdidos entre festas e modas, à espera do trabalho ideal. É importante ter formação, mas considero igualmente importante saber-se o que é cumprir horários, ter objectivos, trabalhar para poder comprar. Às vezes é preciso fazer primeiro o que não gostamos, enquanto espreitamos uma oportunidade na nossa área de estudos. Não é vergonha para ninguém.
Termino dizendo que estive presente nesta manifestação, embora esteja empregado num sector completamente alheio à minha área de formação académica. Estive nesta e estarei se possível nas próximas, porque mais que o descontentamento de uma Geração, assistimos à indignação de todo um Povo. Somos pacíficos, acomodados, demasiadamente permissivos. Demonstramos as nossas opiniões em conversas de família ou amigos, em casa ou nos cafés. Enquanto dura este impasse, os Portugueses vão acumulando frustrações até atingirem o ponto de saturação. Não há nada mais forte do que um povo indignado a sair à rua, movido por uma causa comum.
Tuesday, February 15, 2011
Vamos jogar às Moções?
É engraçado. O Bloco de Esquerda decide formalizar uma Moção de Censura contra o Governo. E contra o PSD, o maior partido da oposição. Ou seja, dá o dito por não dito.
Um partido que decide deitar abaixo um Governo através de iniciativa própria é de louvar tendo em conta o primordial interesse que se coloca em cima da mesa da Assembleia todos os dias: a actual situação País. No entanto, quando essa iniciativa visa prejudicar outros partidos deitando assim por terra um eventual apoio, a isto eu chamo show off – vamos mostrar trabalho, vamos mostrar que estamos vivos mas sem beneficiar ou prejudicar ninguém. O resultado é uma deprimente novela.
Deprimente também, é o facto de outros partidos da oposição deixarem uma tomada de decisão quanto a esta moção para mais tarde, ou seja – vamos demonstrar que estamos contra o Governo fazendo bluff quanto a uma tomada de decisão, conquistando a opinião pública e no final vamos votar contra, ou abster porque a moção não é séria. Aliás, a Moção é também contra outros partidos da oposição, neste caso o maior. Porque não cada partido formalizar Moções contra todos os outros partidos? O resultado final seria o mesmo, mas tínhamos material político para encher jornais e opinião pública durante todo o ano.
O que me deixa triste, é a Comunicação Social atribuir tanta importância a este spam eleitoral, a estes conflitos de interesse em que cada partido se quer fazer mostrar. Em que cada partido finge ter iniciativas e tomar decisões, mas o principal objectivo, é sempre sair com a sua imagem limpa. Enquanto ninguém se decidir a pôr-se ao trabalho e sujar as mãos, vamo-nos mantendo neste jogo do empurra. O Mundo vai sempre continuar a girar e a família política agradece.
Um partido que decide deitar abaixo um Governo através de iniciativa própria é de louvar tendo em conta o primordial interesse que se coloca em cima da mesa da Assembleia todos os dias: a actual situação País. No entanto, quando essa iniciativa visa prejudicar outros partidos deitando assim por terra um eventual apoio, a isto eu chamo show off – vamos mostrar trabalho, vamos mostrar que estamos vivos mas sem beneficiar ou prejudicar ninguém. O resultado é uma deprimente novela.
Deprimente também, é o facto de outros partidos da oposição deixarem uma tomada de decisão quanto a esta moção para mais tarde, ou seja – vamos demonstrar que estamos contra o Governo fazendo bluff quanto a uma tomada de decisão, conquistando a opinião pública e no final vamos votar contra, ou abster porque a moção não é séria. Aliás, a Moção é também contra outros partidos da oposição, neste caso o maior. Porque não cada partido formalizar Moções contra todos os outros partidos? O resultado final seria o mesmo, mas tínhamos material político para encher jornais e opinião pública durante todo o ano.
O que me deixa triste, é a Comunicação Social atribuir tanta importância a este spam eleitoral, a estes conflitos de interesse em que cada partido se quer fazer mostrar. Em que cada partido finge ter iniciativas e tomar decisões, mas o principal objectivo, é sempre sair com a sua imagem limpa. Enquanto ninguém se decidir a pôr-se ao trabalho e sujar as mãos, vamo-nos mantendo neste jogo do empurra. O Mundo vai sempre continuar a girar e a família política agradece.
Tuesday, January 04, 2011
Com ou Sem
Ano novo, vida igual.
Sinceramente estou cansado de pensar e de tentar encontrar soluções para problemas. De me enervar com factos notíciosos polémicos. De assistir a tanta incompetência. Tanto negativismo...
Este é o ano do novo acordo ortográfico. Como já devem ter reparado ainda não ado(p)tei o novo modelo de escrita, nem sei se me vou conseguir adaptar tão depressa. A verdade é que impreterivelmente vamos tôdos ficá um pôquinho mais brasileiros, né?
Depois das pérolas "Allgarve" e "Azores"... Prefiro nem continuar, chega de negativismos.
Este será também um ano de recordes no que diz respeito ao preço dos combustíveis.
No entanto, há uma dúvida que me assombra e que torna os meus dias um pouco mais cinzentos.
Assistimos à introdução no mercado de combustíveis sem aditivos com preços bem mais simpáticos que os combustíveis regulares. Muito se tem dito que sem aditivos, as viaturas poderão vir a ter problemas. Verdade seja dita, até ao momento não existem factos que o comprovem. Aliás, já existem marcas que resolveram criar um combustível próprio sem aditivos.
Atendendo ao facto de que sem aditivos conseguimos poupar cerca de 10 cêntimos/litro sem prejudicar os lucros da empresa, eu questiono: Durante quanto tempo fomos nós "enganados" e "obrigados" a usar o combustível convencional mais caro, quando poderia existir uma alternativa?
Quantos milhares/milhões largámos durante anos de mão beijada nos bolsos de "alguém"? Isto porque assistimos a um fenómeno relativamente recente de opção de escolha e segundo estudos noticiados não existem diferenças assinaláveis. Mas ninguém parece realmente interessado em desvendar este mistério. Talvez porque desta forma é satisfatório para todos e em estratégia que ganha não se mexe.
Com ou sem aditivos, com mais ou menos dinheiro, façam o favor de ter um óptimo 2011. De preferência com todos os "pês" e "tês" a que a nossa Língua tem direito.
Sinceramente estou cansado de pensar e de tentar encontrar soluções para problemas. De me enervar com factos notíciosos polémicos. De assistir a tanta incompetência. Tanto negativismo...
Este é o ano do novo acordo ortográfico. Como já devem ter reparado ainda não ado(p)tei o novo modelo de escrita, nem sei se me vou conseguir adaptar tão depressa. A verdade é que impreterivelmente vamos tôdos ficá um pôquinho mais brasileiros, né?
Depois das pérolas "Allgarve" e "Azores"... Prefiro nem continuar, chega de negativismos.
Este será também um ano de recordes no que diz respeito ao preço dos combustíveis.
No entanto, há uma dúvida que me assombra e que torna os meus dias um pouco mais cinzentos.
Assistimos à introdução no mercado de combustíveis sem aditivos com preços bem mais simpáticos que os combustíveis regulares. Muito se tem dito que sem aditivos, as viaturas poderão vir a ter problemas. Verdade seja dita, até ao momento não existem factos que o comprovem. Aliás, já existem marcas que resolveram criar um combustível próprio sem aditivos.
Atendendo ao facto de que sem aditivos conseguimos poupar cerca de 10 cêntimos/litro sem prejudicar os lucros da empresa, eu questiono: Durante quanto tempo fomos nós "enganados" e "obrigados" a usar o combustível convencional mais caro, quando poderia existir uma alternativa?
Quantos milhares/milhões largámos durante anos de mão beijada nos bolsos de "alguém"? Isto porque assistimos a um fenómeno relativamente recente de opção de escolha e segundo estudos noticiados não existem diferenças assinaláveis. Mas ninguém parece realmente interessado em desvendar este mistério. Talvez porque desta forma é satisfatório para todos e em estratégia que ganha não se mexe.
Com ou sem aditivos, com mais ou menos dinheiro, façam o favor de ter um óptimo 2011. De preferência com todos os "pês" e "tês" a que a nossa Língua tem direito.
Thursday, October 28, 2010
"Estamos" em Crise
"A Galp Energia apurou um resultado líquido de 266 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2010, considerando o replacement cost ajustado (RCA), mais 48% do que o lucro apurado em igual período de 2009, anunciou a petrolífera portuguesa esta quinta-feira."
"O BCP terá registado lucros de 224 milhões nos primeiros nove meses do ano, segundo uma 'poll' de seis analistas."
"Estimativas do KBW apontam para que o BES tenha registado lucros de 384 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Banco de investimento diz que acções não estão caras e risco de queda é limitado."
"A ZON Multimédia registou um resultado líquido (ajustado) de 31,6 milhões de euros no final dos primeiros nove meses de 2010, mais 10% do que em igual período do ano anterior, anunciou a empresa que detém a TV Cabo e a Net Cabo."
"O lucro da Portucel terá subido 85% para 134,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, suportado na subida das vendas de papel e dos preços da pasta."
"O BCP terá registado lucros de 224 milhões nos primeiros nove meses do ano, segundo uma 'poll' de seis analistas."
"Estimativas do KBW apontam para que o BES tenha registado lucros de 384 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Banco de investimento diz que acções não estão caras e risco de queda é limitado."
"A ZON Multimédia registou um resultado líquido (ajustado) de 31,6 milhões de euros no final dos primeiros nove meses de 2010, mais 10% do que em igual período do ano anterior, anunciou a empresa que detém a TV Cabo e a Net Cabo."
"O lucro da Portucel terá subido 85% para 134,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, suportado na subida das vendas de papel e dos preços da pasta."
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