Tu és... o meu céu, o meu paraíso
A vontade de renascer
A marca impressa na capa do livro
O rascunho que quero ler
Vira a página e segue o desejo
As pégadas marcadas no chão
Enroladas pela onda na areia
Apagadas do coração
Eu quero mais, quero tudo
Uma noite não chega pra mim
Quero a estrela que faz girar o mundo
Uma história sem fim..
O resto fica em segredo até próxima actuação*
Tuesday, June 26, 2007
Tuesday, June 19, 2007
Preto no preto
Num verão que começa chuvoso, fica uma imagem que já fazia falta...

As palavras dizem tudo... e eu hoje não quero ver, quero sonhar!

As palavras dizem tudo... e eu hoje não quero ver, quero sonhar!
Wednesday, May 02, 2007
"Lua sem mel"
Necessidade de escrever, exprimir, encantar quem quer ler, criar sensações através de simples palavras, letras unidas por um significado comum.
Hoje não escrevo!
Canto com frases de improviso o que vai cá dentro. É pouco...
Mas parece que chega e isso é que me chateia profundamente.
Quero descobrir novos mundos, novos caminhos, saber como hei de pensar.
Falta qualquer coisa... não, não é uma crise existêncial ou uma metamorfose cerebral que me está a baralhar as ideias. Não estou feliz!
Quero ir ao céu sem precisar de escadas. Quero que os que me rodeiam me acompanhem, não se acomodem, ou sou apenas eu que sou diferente?
Se calhar é só uma fase menos boa... vem aí a Primavera.
Até lá, vou pegar na guitarra.
Hoje não escrevo!
Canto com frases de improviso o que vai cá dentro. É pouco...
Mas parece que chega e isso é que me chateia profundamente.
Quero descobrir novos mundos, novos caminhos, saber como hei de pensar.
Falta qualquer coisa... não, não é uma crise existêncial ou uma metamorfose cerebral que me está a baralhar as ideias. Não estou feliz!
Quero ir ao céu sem precisar de escadas. Quero que os que me rodeiam me acompanhem, não se acomodem, ou sou apenas eu que sou diferente?
Se calhar é só uma fase menos boa... vem aí a Primavera.
Até lá, vou pegar na guitarra.
Sunday, April 22, 2007
Saturday, April 07, 2007
As Cores da Vida
Um dia de trabalho igual a tantos outros, cansado, saturado, claustrofóbico numa jaula onde pequenos seres vagueiam de um lado para o outro. Uma pequena pausa... uma criança escondida atrás de um pilar, aparece de um lado, depois do outro, de um lado e depois do outro, desta vez um pouco mais abaixo, sempre a sorrir enquanto eu o acompanho com o olhar. Parecia querer - se esconder enquanto eu o teria que encontar. Ali, expontaneamente, nasce uma brincadeira e um sorriso...
Uma família com uma criança deficiente, óculos fundo de garrafão e olhar incerto. "Parece que vai ter companhia o resto do dia". Engraçou comigo a cachopa, não queria ir embora, despede - se com um breve acenar de mão e um tímido sorriso...
A vida vai muito além das aparências e são pequenos gestos como estes que lhe dão cor.
Estaremos nós a aproveitar o que a vida nos dá?
Uma família com uma criança deficiente, óculos fundo de garrafão e olhar incerto. "Parece que vai ter companhia o resto do dia". Engraçou comigo a cachopa, não queria ir embora, despede - se com um breve acenar de mão e um tímido sorriso...
A vida vai muito além das aparências e são pequenos gestos como estes que lhe dão cor.
Estaremos nós a aproveitar o que a vida nos dá?
Friday, March 23, 2007
"É POR ONDE, PERES?"
Hoje foi um dia fora do vulgar. Meia dúzia de pintas vaguearam por Lisboa, entre brincadeiras e asneiradas deu para passar uns bons minutos a chorar a rir como nunca.
Os pormenores ficam para quem os viveu.
Pelo menos tenho amigos parvos para me alegrar. Viva a amizade!
Os pormenores ficam para quem os viveu.
Pelo menos tenho amigos parvos para me alegrar. Viva a amizade!
Saturday, March 03, 2007
Um Pouco de Nada
Acordo nas mágoas passadas, do idoso quase senil
Sinto as marcas da saudade, mas não choro.
Vejo as feridas da vergonha, por detrás da discriminação
Sinto a dor da doença, mas não choro.
Canto aos que sangram do coração, presos na teia do amor
Sinto o negro da solidão, mas não choro.
Acalmo as ondas do suor, que reclamam o rosto do atleta
Sinto o gosto da derrota, mas não choro.
Mergulho na lágrima do pai, que vê o filho partir
Sinto o medo da guerra, mas não choro.
Vejo famílias destruídas, despedaçadas sob efeitos de pólvora
Sinto o cheiro da morte, mas não choro.
Oiço as crianças lá fora, seus estômagos gritam por ajuda
Sinto a angústia da fome, mas não choro.
Parto com os refugiados, que buscam uma vida melhor
Sinto a perca da fé, mas não choro.
Falo a quem não compreende, oiço quem nada quer mudar
Sinto o sabor da corrupção, mas não choro.
Esqueço que o mundo existe, calo o grito da revolta
Ao som de uma canção, choro, choro, choro…
Sinto as marcas da saudade, mas não choro.
Vejo as feridas da vergonha, por detrás da discriminação
Sinto a dor da doença, mas não choro.
Canto aos que sangram do coração, presos na teia do amor
Sinto o negro da solidão, mas não choro.
Acalmo as ondas do suor, que reclamam o rosto do atleta
Sinto o gosto da derrota, mas não choro.
Mergulho na lágrima do pai, que vê o filho partir
Sinto o medo da guerra, mas não choro.
Vejo famílias destruídas, despedaçadas sob efeitos de pólvora
Sinto o cheiro da morte, mas não choro.
Oiço as crianças lá fora, seus estômagos gritam por ajuda
Sinto a angústia da fome, mas não choro.
Parto com os refugiados, que buscam uma vida melhor
Sinto a perca da fé, mas não choro.
Falo a quem não compreende, oiço quem nada quer mudar
Sinto o sabor da corrupção, mas não choro.
Esqueço que o mundo existe, calo o grito da revolta
Ao som de uma canção, choro, choro, choro…
Friday, February 23, 2007
Zeca Afonso feat Valete
No dia em que faz 20 anos após a morte de José Afonso, deixo um pequeno comentário de carinho por este senhor, que prima pela simplicidade das suas músicas e principalmente pelas mensagens que nelas transmite.
Músicas interventivas que apontam o dedo ao que está errado, que acusam os culpados, que absolvem os inocentes, que deixam a última palavra a quem realmente a merece: o povo.
Olho para hoje e vejo que tenho uma democracia que me deixa livre. Mas até que ponto?
Não querendo falar de política para não ficar já com dores de cabeça, vou - vos então dar a conhecer outro senhor, do qual não sou grande apreciador do estilo, mas que tem uma música tão interventiva que leva esta expressão para perto de um orgasmo utópico. Com uma interpretação forte e uma mensagem do outro mundo, (não interessa as suas ideologias) a música "Anti - Herói" diz tudo e ainda mais.
As músicas de intervenção revelam o que a hipocrisia quer esconder.
Faz falta um Zeca Afonso por estas bandas.
Vamos, coragem, chegou o momento
De preparar os nossos argumentos
Não tenhamos medo
São nossos amigos
São os nossos filhos,
Os nossos irmãos
Os nossos pais, diz a criança
Já estão a dobrar a rua
Lá vêm eles
"Lá vêm os nossos soldados"
José Afonso
Músicas interventivas que apontam o dedo ao que está errado, que acusam os culpados, que absolvem os inocentes, que deixam a última palavra a quem realmente a merece: o povo.
Olho para hoje e vejo que tenho uma democracia que me deixa livre. Mas até que ponto?
Não querendo falar de política para não ficar já com dores de cabeça, vou - vos então dar a conhecer outro senhor, do qual não sou grande apreciador do estilo, mas que tem uma música tão interventiva que leva esta expressão para perto de um orgasmo utópico. Com uma interpretação forte e uma mensagem do outro mundo, (não interessa as suas ideologias) a música "Anti - Herói" diz tudo e ainda mais.
As músicas de intervenção revelam o que a hipocrisia quer esconder.
Faz falta um Zeca Afonso por estas bandas.
Vamos, coragem, chegou o momento
De preparar os nossos argumentos
Não tenhamos medo
São nossos amigos
São os nossos filhos,
Os nossos irmãos
Os nossos pais, diz a criança
Já estão a dobrar a rua
Lá vêm eles
"Lá vêm os nossos soldados"
José Afonso
Monday, February 19, 2007
Wednesday, February 14, 2007
Teoria de Supermercado
Por experiência própria, posso comprovar que algumas questões sociais podem ser estudadas através de uma caixa de... Supermercado. Não acreditam?
Numa altura em que se diz que entrámos no séc. XXI com a despenalização do IVG, (não resisti a dar a facadinha) não deixa de ser curioso que em aproximadamente 80% dos casos é a mulher que ensaca as compras. Aliás, muitas vezes é a mulher que coloca as compras no tapete e vai à outra ponta ensacá - las, enquanto o homem "segura" o carrinho.
A situação em si é hilariante e resume - se a: A fêmea trabalha e o macho paga.
Mais pormenorizadamente, durante todo este processo o homem muitas vezes coloca - se sobre a caixa, enquanto o operador passa os produtos, a verificar os preços e a mulher... a ensacar. No final quando se dá o pagamento, o homem chega - se à frente num ápice e com uma postura de "O grande Rei da Selva", de queixo levantado, voz grossa e olhar altivo, entregando o cartão entre o dedo indicador e o médio e a mulher... a ensacar.
Felizmente este é um comentário sarcástico e de exagero, pois principalmente entre os casais mais jovens existe uma divisão de tarefas, o que não invalida a sua veracidade.
Mas numa altura em que existem publicidades a automóveis, em que o homem vai devolver a mulher aos pais depois de a "experimentar" e em que existe um Ok Teleseguro Mulher! nada descriminatório, (será que vão inventar um Ok Pretos! ou Ok Ciganos?) eu pergunto...
Vocês andam aqui a dormir???
Se há igualdade (e eu espero que sim) por favor não aceitem este tipo de provocações, é só pensarem um bocadinho.
P.S - Este comentário foi escrito por um homem.
Numa altura em que se diz que entrámos no séc. XXI com a despenalização do IVG, (não resisti a dar a facadinha) não deixa de ser curioso que em aproximadamente 80% dos casos é a mulher que ensaca as compras. Aliás, muitas vezes é a mulher que coloca as compras no tapete e vai à outra ponta ensacá - las, enquanto o homem "segura" o carrinho.
A situação em si é hilariante e resume - se a: A fêmea trabalha e o macho paga.
Mais pormenorizadamente, durante todo este processo o homem muitas vezes coloca - se sobre a caixa, enquanto o operador passa os produtos, a verificar os preços e a mulher... a ensacar. No final quando se dá o pagamento, o homem chega - se à frente num ápice e com uma postura de "O grande Rei da Selva", de queixo levantado, voz grossa e olhar altivo, entregando o cartão entre o dedo indicador e o médio e a mulher... a ensacar.
Felizmente este é um comentário sarcástico e de exagero, pois principalmente entre os casais mais jovens existe uma divisão de tarefas, o que não invalida a sua veracidade.
Mas numa altura em que existem publicidades a automóveis, em que o homem vai devolver a mulher aos pais depois de a "experimentar" e em que existe um Ok Teleseguro Mulher! nada descriminatório, (será que vão inventar um Ok Pretos! ou Ok Ciganos?) eu pergunto...
Vocês andam aqui a dormir???
Se há igualdade (e eu espero que sim) por favor não aceitem este tipo de provocações, é só pensarem um bocadinho.
P.S - Este comentário foi escrito por um homem.
Tuesday, February 13, 2007
Ganhou o sim!
Agora sinto que estou num país desenvolvido... com a vinda de tecnologia espanhola especializada em praticar abortos.
Três clínicas já construídas em Portugal e ainda não se sabia o resultado do referendo. Quais abutres em busca de dinheiro e sangue.
Espero num futuro próximo poder dizer que estava errado.
Agora sinto que estou num país desenvolvido... com a vinda de tecnologia espanhola especializada em praticar abortos.
Três clínicas já construídas em Portugal e ainda não se sabia o resultado do referendo. Quais abutres em busca de dinheiro e sangue.
Espero num futuro próximo poder dizer que estava errado.
Monday, February 05, 2007
Bom Senso
«Concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada, por opção da mulher nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»
Não, obrigado.
Não, obrigado.
Monday, January 22, 2007
Uma questão de... Charysma
Era uma vez um menino que gostava muito de música, e então cantava em casa, na escola, no balneário, na rua, até na casa da vizinha. Era o rouxinol lá do bairro. Até que um dia conheceu outro menino que gostava muito de música, tinha especial apetência para as cordas. Não, não era marinheiro, nem sequer sabia dar o nó nos atacadores, mas tinha jeito para a guitarra. O Clapton de Ponte de Sôr.
Mais tarde apareceu outro menino, que quando nasceu levou uma palmadinha no rabo e não gostou, então resolveu que nunca mais iria parar de crescer e que batia em tudo que fizesse barulho. Resultado, tornou - se num baterista de 2m de altura.
Enquanto não aparece outro menino com trauma de infância que veja a música como única saída para a felicidade, estes rapazinhos juntaram - se e resolveram fazer aquilo que mais gostam na vida: barulho na casa do outro. Mas sempre com muito... "Charysma".
Sem nomes, sem fotos, apenas música!
Novidades para breve.
Mais tarde apareceu outro menino, que quando nasceu levou uma palmadinha no rabo e não gostou, então resolveu que nunca mais iria parar de crescer e que batia em tudo que fizesse barulho. Resultado, tornou - se num baterista de 2m de altura.
Enquanto não aparece outro menino com trauma de infância que veja a música como única saída para a felicidade, estes rapazinhos juntaram - se e resolveram fazer aquilo que mais gostam na vida: barulho na casa do outro. Mas sempre com muito... "Charysma".
Sem nomes, sem fotos, apenas música!
Novidades para breve.
Monday, January 15, 2007
Expoente máximo da nossa sociedade
Já tem algum tempo mas é sem dúvida uma pérola da imprensa nacional...
Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398. Presume – se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa. O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes.
Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo - não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch ZurLaden Zum Gutenberg - mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuirem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg.
E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se - como o nome indica - de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas - como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board". Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada contra - isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha.
Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que ela escreve: "Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito. Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez - acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim - se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox! Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais. Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos, "apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim - e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade". Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna - o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade - e ainda ficava com 9 mil 998. O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor". Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são - como a colunista diz umas linhas acima - gente feia como nunca se viu.
Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada". Calma - esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder.
Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK.
Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino, numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha não são assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida.
Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim - nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais - e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"
DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar. Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer.
Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada.
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes - já estamos todos fartos dos lançamentos,"cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo: "Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos, 'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas.
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial.
Por Nuno Markl
Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398. Presume – se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa. O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes.
Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo - não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch ZurLaden Zum Gutenberg - mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuirem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg.
E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se - como o nome indica - de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas - como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board". Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada contra - isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha.
Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que ela escreve: "Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito. Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez - acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim - se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox! Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais. Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos, "apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim - e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade". Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna - o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade - e ainda ficava com 9 mil 998. O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor". Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são - como a colunista diz umas linhas acima - gente feia como nunca se viu.
Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada". Calma - esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder.
Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK.
Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino, numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha não são assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida.
Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim - nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais - e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"
DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar. Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer.
Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada.
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes - já estamos todos fartos dos lançamentos,"cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo: "Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos, 'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas.
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial.
Por Nuno Markl
P.S Consta que esta menina estuda na Universidade Católica no curso de Ciências da Comunicação.
Uffff... e eu a julgar que o jornalismo estava a perder qualidades.
Tuesday, January 02, 2007
Ainda bem que é assim
Tira esse rabo preguiçoso da cama que o dia vai começar...
Veste rápido que o tempo passa, corre como tu, para apanhares o transporte, uma escorregadela imprevista... mas suave, ninguém reparou! O céu fica escuro, primeiras pingas no nariz, aperta o casaco que o vento chega, tens que encaixar o fecho, lá em baixo, isso... Depressa levanta a cabeça!?!?! CROUCH!!! Tarde de mais. Ajuda a senhora a apanhar as compras. "que olhos lindos" pensa ela, "que belas pernas" pensas tu, não há tempo olha o transporte!!! Corre que o motorista não espera, já o tás a ver, entrou a última pessoa, tá quase... Chegaste!!! O merecido descanço, boa viagem.
...
...
"Atchim!!!"
"Snif, snif..."
Encosta a cabeça, fecha a boca, desliga o mp3 que está a gastar.
...
Acorda!!! É aqui que sais. Despacha - te, tens que ir comer, escolhe o da ponta, o que tem mais creme. Sentar??? Nem penses! Atravessa a estrada, um cão ladra para ti, não ligues, "apróxima se", acelera o passo, "está cada vez mais perto", tem calma, "já lhe vejo os dentes", corre sem olhar para trás!!! Deixaste cair o bolo, não faz mal ele come - o, tu ficas inteiro. Começa a chover, mais e mais, cada vez mais, os ténis sujos de lama, a água a escorrer pela cara, toca o telemóvel, não atendas!!!! Boa... não faz mal, esperas pelo próximo Natal.
Chegaste!! Abre a porta, segue o corredor, pede desculpa a quem empurraste, pingaste ou desviaste, mantém a cabeça firme, os olhos abertos, o coração acelera, a adrenalina sobe, a música já toca, as atenções concentram - se em ti, quando de repente!!! Começas a abrandar... Que estranho... Tanta pressa e agora isto!
Quando te apercebes estás na porra de um filme. Quando estás a conseguir o objectivo resolvem pôr tudo em câmara lenta. "É mais melodramático" dizem eles. Só tens tempo para pensar... F******!!!
Dez segundos depois de correres contra a "corrente", consegues o merecido beijo. Vá lá, é um filme romântico, com final feliz. Podias acabar com uma lapiseira a perfurar - te o cérebro, ou a assistir um episódio de Morangos com Açucar.
Ainda bem que a vida não é um filme, tem mais piada.
Veste rápido que o tempo passa, corre como tu, para apanhares o transporte, uma escorregadela imprevista... mas suave, ninguém reparou! O céu fica escuro, primeiras pingas no nariz, aperta o casaco que o vento chega, tens que encaixar o fecho, lá em baixo, isso... Depressa levanta a cabeça!?!?! CROUCH!!! Tarde de mais. Ajuda a senhora a apanhar as compras. "que olhos lindos" pensa ela, "que belas pernas" pensas tu, não há tempo olha o transporte!!! Corre que o motorista não espera, já o tás a ver, entrou a última pessoa, tá quase... Chegaste!!! O merecido descanço, boa viagem.
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"Atchim!!!"
"Snif, snif..."
Encosta a cabeça, fecha a boca, desliga o mp3 que está a gastar.
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Acorda!!! É aqui que sais. Despacha - te, tens que ir comer, escolhe o da ponta, o que tem mais creme. Sentar??? Nem penses! Atravessa a estrada, um cão ladra para ti, não ligues, "apróxima se", acelera o passo, "está cada vez mais perto", tem calma, "já lhe vejo os dentes", corre sem olhar para trás!!! Deixaste cair o bolo, não faz mal ele come - o, tu ficas inteiro. Começa a chover, mais e mais, cada vez mais, os ténis sujos de lama, a água a escorrer pela cara, toca o telemóvel, não atendas!!!! Boa... não faz mal, esperas pelo próximo Natal.
Chegaste!! Abre a porta, segue o corredor, pede desculpa a quem empurraste, pingaste ou desviaste, mantém a cabeça firme, os olhos abertos, o coração acelera, a adrenalina sobe, a música já toca, as atenções concentram - se em ti, quando de repente!!! Começas a abrandar... Que estranho... Tanta pressa e agora isto!
Quando te apercebes estás na porra de um filme. Quando estás a conseguir o objectivo resolvem pôr tudo em câmara lenta. "É mais melodramático" dizem eles. Só tens tempo para pensar... F******!!!
Dez segundos depois de correres contra a "corrente", consegues o merecido beijo. Vá lá, é um filme romântico, com final feliz. Podias acabar com uma lapiseira a perfurar - te o cérebro, ou a assistir um episódio de Morangos com Açucar.
Ainda bem que a vida não é um filme, tem mais piada.
Monday, December 18, 2006
Pela manhã...
A brisa bate de frente, suavementeO nariz gélido dá início a uma respiração ofegante
O coração bate, por calor... e amor.
O corpo move - se ritmadamente
O cheiro a marzia é contínuo, suave, puro
A relva sustém as gotas de uma chuva, que não aconteceu..
E o sol, brilha alegre, combate o frio, acalma o rio.
É de manhã, ainda os passaros cantam
Para mim, para todos, para os que querem ouvir
Outros partilham a mesma experiência
Diferentes, mas com semelhanças de ocasião
E a brisa continua a gelar o chão...
O tempo marca a hora de partir
Um último exercício realizado
Um ultimo olhar no horizonte, no céu, em mim.
O corpo está quente, tranquilo, sereno
Feliz por sentir e acreditar
Que ainda há algo que respeita o que a natureza nos dá.
Uma história...
A vida.
Monday, December 11, 2006
Longe, perto, tudo e nada

Hoje escrevo algo diferente, não faço criticas, não divulgo bandas, não dou qualquer tipo de informação. Este é o mês do Natal, uns acreditam outros não, pra mim é indiferente, só sei que as luzes, as cores, os sons, os cheiros... Tudo parece mudar e tornar - se um pouco mais agradável, as pessoas sorriem, saem à rua... Muitas vezes para consumismos claro está, mas deixemo - nos de críticas e vamos pensar em todos os que realmente precisam, naqueles que indiferentemente nos passam ao lado, "porque estão longe não nos acontece nada".
Eu penso que sou um filho da mãe sortudo e penso que quando estou mal com certeza que há sempre alguém pior, que precisa de algo muito mais do que eu. Muitas vezes... apenas um sorriso, faz toda a diferença.
Quanto a mim, sinto - me protegido. Será que Deus existe? Não sei... mas sinto que algo me guarda sob um olhar atento.
Friday, November 24, 2006
Thursday, October 19, 2006
Desporto para todos
Esta rubrica tem como objectivo o incentivo da prática desportiva principalmente no meio dos jovens.É extremamente importante para um jovem ter uma série de actividades extra curriculares que o façam sentir se bem e que ganhem alguma importância no seu desenvolvimento futuro.
Como é sabido nos dias de hoje, apesar de haver um aumento de jovens praticantes de desporto, o número está ainda muito à quem do aconselhável. Apesar de existir práticas de educação física nas escolas, as aulas nunca são levadas a “sério”, tanto que a nota da disciplina nem conta para a média final do secundário.
Outro factor que não ajuda ao incentivo desportivo, é o crescente corte nos orçamentos dos clubes por todo o país, sejam eles amadores ou profissionais.
No entanto, o gosto e a força de vontade por praticar desporto tem que vir de cada um de nós, é importante aperceber – mo – nos que a prática de uma actividade desportiva não só ajuda – nos a manter um corpo mais saudável, mas também, é importante no nosso desenvolvimento físico e mental, torna – nos mais fortes, mais confiantes e com uma maior força de vontade para ultrapassar as dificuldades.
No que diz respeito à prática de desporto podemos dividir os praticantes em algumas categorias:
- Aqueles que praticam desporto esporadicamente, quando lhes apetece ou não têm mais nada para fazer, do mal ao menos é melhor que nunca, no entanto é importante realçar que o corpo está constantemente a pedir descanso e é aconselhável uma actividade constante.
- Há os que praticam algumas actividades semanalmente, normalmente em ginásios com actividades de pouco desgaste físico, mas de grande importância para uma regulação correcta do organismo.
- Existem aqueles que apesar de não serem profissionais têm uma actividade física constante, mais ambiciosa e normalmente numa procura de realização pessoal, realizam treinos mais específicos de acordo com as suas actividades e possuem uma certa disciplina na organização dos seus treinos e no tratamento do seu corpo, principalmente no que diz respeito a hábitos alimentares.
- Finalmente, os desportistas profissionais, regem – se por uma série de regras que têm como objectivo a exploração máxima das suas capacidades de forma a conseguirem atingir as metas definidas por si próprios ou pelos clubes a que pertencem. Normalmente com treinos bi-diários, uma alimentação o mais saudável possível e uma disciplina necessária para se alcançarem vitórias.
Apesar de cada um de nós poder – se encaixar nos diferentes exemplos acima referidos, é importante não esquecer que seja qual for a actividade, seja qual for a periodicidade com que praticam uma actividade, a mais valia retirada da prática desportiva é o ter um corpo e mente o mais saudável possível.
Custa um pouco no início, mas no final acreditem que vale a pena!
Thursday, October 05, 2006
Praxistas!!!

Numa altura em que as praxes estão na ordem do dia na comunicação social, devido ao julgamento da menina que resolveu processar a sua faculdade por danos morais depois de ter sido "obrigada", segundo a acusadora, a simular práticas sexuais e orgasmos, convém esclarecer no que realmente consistem as praxes.
As praxes servem de integração a todos os novos alunos que chegam ao ensino superior, é uma forma de se darem a conhecer e todas as actividades ou figuras ridiculas que possam praticar, apenas os vão por em pé de igualdade com os colegas que igualmente realizam as mesmas tarefas. Desde modo ninguém é mais que ninguém.
No entanto nem tudo é o que parece, existem realmente praxes que podem se tornar ofensivas, desrespeitadoras ou humilhantes, se tal acontecer o caloiro só tem uma coisa a fazer: recusar o que lhe for pedido. Bem sei que falar é fácil pois estão sob grande pressão, mas há que ter coragem de impor a sua vontade e até fazer ver os seus "superiores" que algo é incorrecto.
Apesar de ser um tema complicado, pois não podemos generalizar em cada um dos casos, as praxes são sem dúvida dos melhores momentos que podemos passar no ingresso ao ensino superior, seja pelo convívio, diversão, novos conhecimentos ou apenas pelo prazer de mais tarde recordar as figuras que fizemos.
Venham mais!!!
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